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Curso Multidisciplinar em Distrofias Musculares

Curso online de Distrofias Musculares da ABDIM Viver Bem Sem Limite

Objetivo

Este curso destina se ao amplo grupo de profissionais que cuidam de indivíduos com distrofias musculares.

O Curso de Capacitaçao visa facilitar o reconhecimento das manifestações primárias e complicações secundarias, padronizar e melhorar os cuidados através da avaliação e atendimento clínico abrangente nos serviços regionais para pessoas que vivem com distrofias musculares, orientando e abrindo a discussão sobre práticas em vigência e a sua atualização em todos os centros .

A padronização do atendimento promove uma assistência coordenada e  reduz as discrepâncias nas diversas regiões do País.

Através do Curso de Capacitaçao pretendemos facilitar a comunicação entre os  serviços que demonstram compromisso com a excelência no fornecimento de cuidados específicos, melhorando  a qualidade do atendimento ao paciente com doença neuromuscular.

Somos fortes defensores que a prestação de cuidados e manejo padronizados, abrangentes e específicos para pessoas que vivem com a doenças neuromusculares deva ser difundida nacionalmente, levando publicamente à comunidade e aos serviços regionais esse nível de cuidado.

 


Resumo das Informações

Exposição do conteúdo programático:

As aulas estarão dispostas em 1 modulo com conceito de distrofias musculares e 7 módulos com Noções e Princípios Básicos de  Fisioterapia Respiratória, Fisioterapia Motora, Fisioterapia Aquática, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Nutrição e Psicologia aplicados a distrofias musculares.

Módulo 1: Conceito de Distrofias Musculares

Será abordado os tipos de distrofias, o diagnóstico precoce das distrofias musculares, o tratamento, as características da Distrofia Muscular de Duchenne, os papéis e responsabilidades do especialista neuromuscular no cuidado de pacientes, prestação de cuidados especializados nos centros de atendimento aos pacientes com Distrofias Musculares.

Módulo 2: Fisioterapia Respiratória

Será abordada a avaliação da função ventilatória, bem como a aplicação de técnicas que melhoram a capacidade de insuflação máxima e a eficácia da tosse dos pacientes com e sem uso de ventilação não-invasiva.

Módulo 3: Fisioterapia Motora 

Será abordada a avaliação da função motora e estratégias para manter a funcionalidade do paciente através da manutenção e/ou melhora da força muscular, prevenindo encurtamentos, retrações musculares e deformidades ósseas.

Módulo 4: Terapia Ocupacional

Será abordado como avaliar, o que avaliar e como intervir para que muitas das ocupações executadas não precisem ser abandonadas, mas, ressignificadas, a utilização de Tecnologia Assistiva, princípios de ergonomia, cadeira-de-rodas, softwares de computador, devolução e potencialização de funções e a avaliação da funcionalidade do membro superior são alguns dos assuntos aqui abordados.

Módulo 5: de Fonoaudiologia

Será abordada a fraqueza e fadiga da musculatura do sistema orolaringofaringeo e as alterações funcionais decorrentes: disfagia, disartria, disfonia, distossia e dispnéia.

Módulo 6: de Nutrição

Será abordada a obesidade e a desnutrição que são distúrbios frequentes nos portadores de distrofias musculares e comprometem a função cardíaca, respiratória e as atividades de vida diária, dificultando o tratamento de forma geral, bem como as alterações da massa ósseo secundarias a imobilidade e uso contínuo de corticoides. 

Módulo 7: de Psicologia

Será abordado os conflitos inerentes a cada fase do desenvolvimento bio-psico-social que são exacerbados com a progressão da doença, além das dificuldades de aceitação do diagnóstico e de reforço interno para continuarem a busca por tratamento e manutenção da rotina árdua dos planos terapêuticos.

Módulo 8: Fisioterapia Aquática

Será abordado o conceito de fisioterapia aquática, as alterações fisiológicas no sistema cardíaco, as alterações fisiológicas no sistema respiratório e as alterações fisiológicas no sistema muscular em imersão, a funcionalidade dos pacientes em distrofia muscular em imersão, proposta de intervenção adequada e segura e os cuidados e medidas de segurança.


Público-alvo

Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Nutricionistas, Médicos e Psicólogos e outros profissionais que cuidam de indivíduos com Distrofias Musculares.

Módulo 1: Introdução

1
Aula 1: Teaser
2
Aula 2: Apresentação ABDIM
3
Aula 3: Apresentação do curso
4
Aula 4: Conteúdo Programático e Referências
5
Aula 5: Conceito de Distrofias Musculares

Noções e princípios em doenças neuromusculares.
As distrofias musculares fazem parte de um grupo de doenças chamado Doencas Neuromusculares As distrofinopatias são doenças do músculo esquelético causadas por mutações no gene DMD (locus

Xp21.2-p21.1) que codifica a proteína distrofina. Os principais fenótipos relacionados Distrofia muscular de Duchenne (DMD) e distrofia muscular de Becker (BMD) . As mutações na DMD levam a uma ausência ou a uma defeitos na proteína distrofina, que é a causa final do músculo dano em DMD e BMD.

A Distrofia Muscular de Duchenne é a mais frequente das distrofias musculares. É uma doença grave e progressiva que afeta 1 em 3600-6000 nascimentos masculinos vivos. Ocorre como resultado de mutações (principalmente deleções) no gene da distrofina (DMD; locus Xp21.2) que leva a uma ausência ou defeito na proteína distrofina, resultando em degeneração muscular progressiva.

Os meninos afetados geralmente começam a apresentar sintomas da fraqueza muscular progressiva antes dos 5 anos de idade, perdem a capacidade de deambulação entre 8 e 12 anos de idade, ocorrendo deterioração da função de vários órgãos e sistemas com a progressão da doença. Junto com a perda da função, sobrevêm deformidades físicas e comprometimento psicossocial importantes. A maioria morria entre 15 e 20 anos até poucos anos atrás.

Medidas instituídas de forma precoce como o uso de corticoides orais contínuos, o suporte ventilatório adequado, a introdução de cardioprotetores e demais intervenções das equipes multidisciplinares levaram a melhorias na função, qualidade de vida, saúde e longevidade de crianças que são diagnosticadas hoje, com a possibilidade de uma expectativa de vida em sua quarta década.

Atualmente muitos destes pacientes estão em idade avançada para a doença e requerem cuidados especializados que os centros de atendimento ao público em geral, incluindo ambulatórios de especialidades, clínicas de reabilitação, unidades de pronto atendimento, unidades de internação e unidades de terapia intensiva, não possuem.

6
Aula 6: Avaliação - Conceitos de Distrofias Musculares - Edna Reis
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Aula 7: Referências Conceito de Distrofias Musculares

Módulo 2: Fisioterapia Respiratória

8
Aula 8: Celiana - Parte 01

Noções e princípios básicos de fisioterapia respiratória em doenças neuromusculares.

9
Aula 9: Avaliação - Fisioterapia Respiratória - Celiana
10
Aula 10: Eduardo - Parte 02
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Aula 11: Avaliação - Fisioterapia Respiratória - Eduardo Vital
12
Aula 12: Simone - Parte 03
13
Aula 13: Avaliação - Fisioterapia Respiratória - Simone Holsapfel
14
Aula 14: Aula Extra - Equipamento Phillips
15
Aula 15: Aula Extra - Equipamento Onyx
16
Aula 16: Referências Fisioterapia Respiratória

Módulo 3: Fisioterapia Motora

17
Aula 17: Isabela

Noções e princípios básicos de fisioterapia motora em doenças neuromusculares.

A fraqueza muscular na distrofia muscular de Duchenne (DMD) inicia-se na região da cintura pélvica nos músculos glúteos, íliopsoas, quadríceps femoral, adutores do quadril, evoluindo para musculatura do tronco e de membros. Levando a importantes alterações posturais como o aumento da curvature da lordose lombar, o aumento da base de sustentação, a anteriozação do tronco e do corpo, a posteriorização dos ombros e o contato digitígrado.

Devido a este quadro de fraqueza muscular há alteração no padrão de marcha levando a uma marcha típica conhecida como marcha miopática ou anserina caracterizada por gingado com oscilação lateral na perna de sustentação, contato digitígrado dos pés, diminuição do comprimento da passada, diminuição da flexão do joelho na fase de apoio médio e dificuldade de retirada dos dedos na fase de balanço da marcha. Além da presença de movimentos compensatórios. A análise do padrão de marcha em cada fase da doença deve ser realizada de forma minuciosa, pois permite identificar a progressão da fraqueza muscular e consequentemente realizar ajustes nos exercícios fisioterapêuticos com objetivo de preservar a marcha e a função motora.

A avaliação fisioterapêutica motora na DMD deve ser específica por meio de métodos e escalas de avaliação validadas e utilizadas em âmbito internacional, desta forma podem ser traçados os objetivos e métodos de tratamento mais adequados. Para isso utilizamos de avaliação da amplitude de movimento passivo por meio de gonionetria, a avaliação da força muscular manual por meio do Medical Research Council (MRC) e a aplicação da escala de Motor Function Measure (MFM). Esta escala foi validada para o português em 2008 e permite a identificação das incapacidades em três dimensões, sendo elas: domínio 1 - atividades na posição em pé e transferências posturais; domínio 2 - motricidade axial e proximal e domínio 3 - motricidade distal.

Até o momento a doença não tem cura e a única forma de tratamento é a manutenção da força e da funcionalidade por meio da tratamento terapêutico, incluindo a fisioterapia que deve ser contínua e por tempo indeterminado devido ao caráter progressivo da doença. E a interrupção do tratamento pode gerar perda dos ganhos motores e piora do quando clínico. Estudos internacionais demonstram que a realização de exercícios fisioterapêuticos específicos previne a evolução natural da doença, a perda de massa muscular, o ganho de peso, a perda de endurance, o desenvolvimento de contraturas, o aumento da fadiga e da dor musculoesquelética contribuindo para aumentar a força e manter a funcionalidade tanto quanto o possível.

Os objetivos da fisioterapia são: a manutenção das amplitudes de movimento, força muscular, controle de tronco e equilíbrio, prevenção de escoliose ou de sua progressão, prevenção de osteoporose, promoção de ortostatismo e manutenção da marcha e da funcionalidade global tanto quando possível.

São indicados a realização de alongamentos dos grandes grupos musculares mais afetados, porém com extrema cautela pois o alongamento brusco ou excessivo pode causar além de dor, danos a estrutura musculotendínea. As mobilizações passivas também podem ser realizadas, principalmente nos pacientes mais dependentes e com maior limitação motora. Nos pacientes com quadro de força muscular mais preservada indica-se a realização de exercícios ativos ou ativo-assistidos sem carga para manutenção da força muscular e da amplitude de movimento ativa. E devem ser priorizados movimentos funcionais que se aproximam das realizados nas atividades de vida diária. Exercícios de controle postural do tronco e equilíbrio são importantes, pois favorecem o alinhamento e flexibilidade da coluna vertebral, além de estimular os mecanorreceptores e proprioceptores articulares, aumentando o tônus e mantendo a força muscular dos paravertebrais, quadrado lombar e abdominais, proporcionando melhora da coordenação motora, do controle de tronco e do equilíbrio e prevenindo a progressão da escoliose e as quedas.

Devido as características fisiopatológicas da doença na vigência de atividades extenuantes por períodos prolongados, o músculo distrófico pode sofrer lesões irreversíveis gerando dor, câimbras e fadiga com consequente aumento da fraqueza muscular. Desta forma, alguns tipos de exercícios e técnicas terapêuticas são contra indicados. E de forma geral, não preconizamos a utilização de carga (pesos, halteres e caneleiras), exercícios isométricos ou excêntricos em excesso (cama elástica e agachamentos), atividades extenuantes e repetitivas e estimulação elétrica, pois até o momento não existem estudos que comprovem sua eficiência e não temos certeza se a utilização desses dispositivos aumenta de degeneração muscular.

Os desequilíbrios musculares decorrentes da fraqueza muscular geram nos pacientes com DMD a predisposição a contraturas articulares que, por sua vez, geram quadros dolorosos, disfunção e deformidades com perda da função dos membros. O uso nestes pacientes de órteses específicas como a AKO (ankle foot orthosis), a tala de lona e a KAFO (knee ankle foot orthosis) é importante para a manutenção do alongamento muscular, o prolongamento do tempo de marcha, a prevenção da instalação de deformidades articulares, a diminuição da velocidade de progressão das contraturas e a diminuição da necessidade de intervenções cirúrgicas.

18
Aula 18: Aula Extra - Prática no Tablado
19
Aula 19: Referências Fisioterapia Motora
20
Aula 20: Avaliação - Fisioterapia Motora

Módulo 4: Terapia Ocupacional

21
Aula 21: Rogério

Noções e princípios básicos de terapia ocupacional em doenças neuromusculares.

22
Aula 22: Referências Terapia Ocupacional
23
Aula 23: Avaliação - Terapia Ocupacional

Módulo 5: Fonoaudiologia

24
Aula 24: Ana Chiappetta

Noções e princípios básicos de fonoterapia em doenças neuromusculares.

25
Aula 25: Referências Fonoaudiologia
26
Aula 26: Avaliação - Fonoaudiologia

Módulo 6: Nutrição

27
Aula 27: Cristina Salvioni

Noções e princípios básicos de nutrição aplicados a doenças neuromusculares.

28
Aula 28: Referências Nutrição
29
Aula 29: Avaliação - Nutrição

Módulo 7: Psicologia

30
Aula 30: Katia

Noções e princípios básicos de psicologia aplicados a doenças neuromusculares.

31
Aula 31: Referências Psicologia
32
Aula 32: Avaliação - Psicologia

Módulo 8: Fisioterapia Aquática

33
Aula 33: Ana Angélica

Noções e princípios básicos de fisioterapia aquática em doenças neuromusculares.

34
Aula 34: Aula Extra - Prática na Piscina
35
Aula 35: Artigo Fisioterapia aquática em indivíduos com distrofia muscular
36
Aula 36: Referências Fisioterapia Aquática
37
Aula 37: Avaliação - Fisioterapia Aquática

Materiais que serão disponibilizados para download

  • Módulo 1: Introdução

    • Aula 5: Conceito de Distrofias Musculares
      • Edna - Conceitos.pdf
  • Módulo 2: Fisioterapia Respiratória

    • Aula 8: Celiana - Parte 01
      • Celiana - Aula respiratória - Parte 1.pdf
    • Aula 10: Eduardo - Parte 02
      • Eduardo - Aula Respiratória - Parte 2.pdf
    • Aula 12: Simone - Parte 03
      • Simone - Aula respiratória - Parte 3.pdf
  • Módulo 3: Fisioterapia Motora

    • Aula 17: Isabela
      • Isabela Anequini - Aula Fisioterapia Motora.pdf
  • Módulo 4: Terapia Ocupacional

    • Aula 21: Rogério
      • Rogério - Terapia Ocupacional.pdf
  • Módulo 5: Fonoaudiologia

    • Aula 24: Ana Chiappetta
      • Ana Chiappetta - Fonoaudiologia.pdf
  • Módulo 6: Nutrição

    • Aula 27: Cristina Salvioni
      • Cristina - Nutrição.pdf
  • Módulo 7: Psicologia

    • Aula 30: Katia
      • Katia - PSICOLOGIA.pdf
  • Módulo 8: Fisioterapia Aquática

    • Aula 33: Ana Angélica
      • Ana Angélica - Fisioterapia aquática.pdf

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Incluídos:

4 horas e 15 minutos de conteúdo
17 aulas em vídeo
Acesso por 36 meses
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